Chegou a 11ª edição do Prêmio SAÚDE

Sobre o Prêmio SAÚDE

O Prêmio SAÚDE é uma iniciativa da revista SAÚDE e da Editora Abril que busca valorizar o empenho de quem pensa, luta e trabalha por um Brasil mais saudável.

Em sua 11ª edição, irá reconhecer estudos e projetos na área de Nutrição & Alimentação.

Está aberto a profissionais de saúde ou que atuam na área de ciências e tecnologia de alimentos.

A premiação contempla cinco categorias: Campanha de Educação e Prevenção, Estudo Clínico, Trabalho Experimental, Tecnologia de Alimentos e Nutrição Esportiva.

Havendo interesse, escreva para premiosaude2017@gmail.com

Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora apresentada neste site. E os finalistas e vencedores serão divulgados na revista SAÚDE e em sua extensão digital.

Jurados

Conheça os jurados deste ano.

Sonia Tucunduva Philippi

Nutricionista, professora e pesquisadora do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). É mestre e doutora em Saúde Pública e autora de livros acadêmicos e técnicos na área de nutrição e alimentação.

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Olga Maria Silverio Amancio

Nutricionista, professora associada livre-docente do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). É presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (Sban).

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Helio Vannucchi

Médico nutrólogo, é professor titular sênior da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP/USP).

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Marcia Maria Godoy Gowdak

Nutricionista, doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), é diretora do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) e responsável pela área de nutrição da Sociedade Brasileira de Hipertensão.

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Vanderli Marchiori

Nutricionista, é presidente da Associação Paulista de Fitoterapia e conselheira da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva.

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Cristiane Cominetti

Nutricionista, com mestrado e doutorado em Ciência dos Alimentos pela Universidade de São Paulo (USP), é professora da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal de Goiás (FANUT/UFG) e líder do Grupo de Pesquisa em Genômica Nutricional (GPGEN - FANUT/UFG).

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Glorimar Rosa

Nutricionista, com doutorado em Ciências de Alimentos, é professora do Instituto de Nutrição Josué de Castro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Coordena o Centro de Pesquisa e Extensão em Nutrição Clínica do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da UFRJ.

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Luciana Rossi

Nutricionista, doutora em Nutrição Humana Aplicada e especialista em Nutrição em Esporte pela Associação Brasileira de Nutrição (Asbran), é coordenadora da pós-graduação em Nutrição Esportiva e Wellness do Centro Universitário São Camilo.

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Dan Linetzky Waitzberg

Médico cirurgião, é professor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), diretor-presidente do Ganep - Nutrição Humana e coordenador do Grupo de Pesquisa (Napan) da USP.

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Bruno Geloneze

Endocrinologista, é pesquisador e coordenador do Laboratório de Investigação em Diabetes e Metabolismo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Obesidade e Diabetes e coordenador do Estudo Brasileiro sobre Síndrome Metabólica.

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Mauro Fisberg

Pediatra e nutrólogo, professor associado do Setor de Medicina do Adolescente do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador do Centro de Dificuldades Alimentares do Instituto Pensi – Fundação José Luiz Setúbal – Hospital Infantil Sabará. Também é coordenador científico da Força Tarefa Estilos de Vida Saudável e membro da diretoria do International Life Sciences Institute (ILSI)-Brasil.

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Eliana Paula Ribeiro

Engenheira de alimentos, doutora em Engenharia de Alimentos, é coordenadora do curso de engenharia de alimentos do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia e professora avaliadora do Instituto Nacional de Ensino e Pesquisa (Inep).

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Renato Grimaldi

Químico, com mestrado e doutorado em Tecnologia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde é pesquisador no Laboratório de Óleos e Gorduras da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA).

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Antonio Herbert Lancha Junior

Graduado em educação física pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado e doutorado em Nutrição Experimental pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, pós-doutorado pela Faculdade de Medicina da Washington University e livre-docência em Nutrição Aplicada a Atividade Motora pela Escola de Educação Física da USP. É professor titular da USP, onde coordena o Laboratório de Nutrição e Metabolismo Aplicados à Atividade Motora.

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Thomas Ong

Graduado em farmácia-bioquímica, doutor em Ciência dos Alimentos, é professor do Departamento de Alimentos e Nutrição da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP) e secretário-geral da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (Sban).

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Roberta Soares Lara Cassani

Nutricionista, doutora em pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, é pesquisadora colaboradora do Laboratório de Genômica Nutricional da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA – Limeira) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), membro da diretoria científica da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN) e do Núcleo em Nutrição e Saúde Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

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Eliana Giuntini

Nutricionista com doutorado em Nutrição Humana, é pesquisadora do Centro de Pesquisa em AlimentosFood Research Center FoRC/Cepid/Fapesp.

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Myrian Najas

Nutricionista, com mestrado em Epidemiologia, é professora da disciplina de Geriatria e Gerontologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

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Cynthia Antonaccio

Nutricionista, com mestrado pela Universidade de São Paulo e MBA em Marketing de Serviços, é sócia-fundadora da Equilibrium Consultoria e uma das idealizadoras da Nutrição Comportamental no Brasil.

Fernanda Pires

Nutricionista, especialista em Nutrição Clínica e com MBA em Gestão da Saúde e Administração Hospitalar, é gerente do Departamento de Nutrição do AC Camargo Cancer Center.

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Regulamento

PRÊMIO SAÚDE/NUTRIÇÃO 2017

1. PRÊMIO. Este é um prêmio que busca reconhecer e divulgar os melhores projetos da área da saúde, especificamente no campo da nutrição, realizados no Brasil. São 05 (cinco) categorias: (I) Estudos clínicos; (II) Campanhas de prevenção e educação em nutrição; (III) Trabalhos experimentais; (IV) Melhoramento de alimentos com enfoque em saúde; (V) Nutrição esportiva;.

2. ORGANIZADORA E PATROCINADORA. O PRÊMIO SAÚDE é organizado pela ABRIL COMUNICAÇÕES S.A., sociedade anônima inscrita perante o CNPJ-MF sob o nº 44.597.052/0001-62, com sede na Av. das Nações Unidas, nº 7 221, 22º andar, Pinheiros, na cidade de São Paulo, no estado de São Paulo.

3. PRAZOS. Este PRÊMIO terá início em agosto de 2017 e término em novembro de 2017, ocasião em que serão divulgados os resultados, e contemplará 3 (três) etapas: (I) período de indicação de participantes pela redação da revista Saúde; (II) período de triagem e seleção dos finalistas pelo júri técnico; e (III) período de seleção dos vencedores.

3.1. Para as 05 (cinco) categorias discriminadas no item 1, as três etapas do PRÊMIO terão início e término conforme o cronograma a ser definido pela ORGANIZADORA e publicado no site.

3.2. Serão indicados ao PRÊMIO projetos da área da saúde/ nutrição/ ciência dos alimentos realizados em território nacional no período de agosto de 2015 agosto de 2017 em cada uma das 05 (cinco) categorias.

4. ÁREA DE EXECUÇÃO E PARTICIPAÇÃO. Considerar-se-á o território nacional como a área de execução designada para a promoção e divulgação deste PRÊMIO de modo que poderão ser indicados para participar pessoas físicas – profissionais da área da saúde.

4.1. Em caso de participação de pessoa jurídica, deverá ser indicado um representante legal para eventual recebimento do PRÊMIO.

4.2. É vedada a participação de funcionários(as), colaboradores(as), sócios/acionistas da ORGANIZADORA e de suas empresas coligadas, bem como de seus respectivos parentes até segundo grau e cônjuges e quaisquer pessoas envolvidas diretamente na execução do PRÊMIO.

5. MECÂNICA – INDICAÇÕES

5.1. Na primeira etapa do PRÊMIO, a ORGANIZADORA pesquisará e receberá indicações de participantes para as 05 (cinco) categorias discriminadas neste Regulamento. Essas indicações poderão ser enviadas à redação de SAÚDE por diversas fontes, entre elas experts e formadores de opinião da área.

6. MECÂNICA – TRIAGEM

6.1. Simultaneamente ao recebimento das indicações, será realizada a triagem, em que serão analisadas a qualidade dos projetos e a adequação às normas deste edital. Serão selecionados 03 (três) finalistas por categoria, levando-se em consideração os seguintes critérios:

a) Impacto: O projeto tem efeito imediato ou grandes chances de ser usado a favor da saúde/nutrição dos brasileiros ou de um grupo estudado.

b) Abrangência e aplicabilidade: O projeto ajuda a mudar, hoje ou futuramente, condutas no campo da prevenção ou do controle de doenças, e pode ser reaplicável em contextos diferentes.

c) Originalidade: O trabalho promoveu avanços na pesquisa científica produzindo resultados inéditos ou usou de maneira inusitada recursos já existentes. Ou, ainda, estabeleceu um novo olhar e abordagem para o entendimento de determinada questão no campo nutricional.

d) Uso de tecnologia: O projeto permite criar ou lançar mão de novas tecnologias que, direta ou indiretamente, beneficiarão os brasileiros.

6.2. A triagem das indicações referentes às 05 (cinco) categorias será realizada pela ORGANIZADORA.

6.3. Os finalistas serão divulgados em data a ser definida no site saude.abril.com.br.

7. MECÂNICA – SELEÇÃO

7.1. Após o encerramento da triagem, terá início a seleção dos vencedores, a ser feita pela seguinte composição de votos:

a) Votos dos integrantes da Comissão Julgadora designada pela revista SAÚDE, escolhidos a critério da ORGANIZADORA;

b) Voto popular por meio do site www.revistasaude.com.br ficando estabelecido que o total dos votos apurados nesse segmento conferirá 10 (dez) pontos ao vencedor de cada categoria.

7.2 Em caso de empate entre os finalistas, a ORGANIZADORA terá a última palavra e definirá os ganhadores de cada categoria a seu critério.

7.3 Será escolhido 01(um) vencedor por categoria.

7.4 Auditores independentes acompanharão as votações realizadas no hotsite do PRÊMIO www.premiosaude.com.br, de forma a verificar eventuais tentativas de fraude, ficando desde já estabelecido que, em caso de fraude efetiva ou tentativa de fraude, a ORGANIZADORA poderá tomar as medidas cabíveis, a seu único e exclusivo critério (desclassificação e anulação de votos, por exemplo).

8. DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS

8.1 O resultado deste PRÊMIO será divulgado na cerimônia de premiação realizada no mês de novembro, na cidade de São Paulo, no Estado de São Paulo.

8.1.1 O horário e o local da cerimônia de premiação serão divulgados no mês de setembro de 2017 aos finalistas por e-mail e pelo site.

9. PREMIAÇÃO

9.1 O vencedor de cada categoria fará jus a 01 (um) troféu e 01 (um) certificado de vencedor, bem como terá seu projeto publicado na revista SAÚDE, em edição a ser definida pela ORGANIZADORA.

10. DISPOSIÇÕES GERAIS.

10.1 Em caso de fraude ou tentativa de fraude comprovada, o participante será automaticamente excluído do PRÊMIO, independentemente do envio de qualquer notificação, e, caso seja o ganhador do PRÊMIO, o prêmio será transferido para o segundo colocado classificado dentro das condições válidas e previstas neste Regulamento. Para efeito desta cláusula, considera-se fraude a participação por meio de cadastramento de informações incorretas ou falsas; a participação de funcionários, terceiros, parentes até segundo grau de funcionários e terceiros, promotores, agentes, afiliados ou outros que possuam relação profissional direta ou indireta com a ORGANIZADORA; e a realização de quaisquer práticas e/ou condutas que importem em vantagem indevida ao participante frente aos demais.

10.2 Ao participar deste PRÊMIO, nos termos deste Regulamento, seja por meio da indicação de finalistas, seja mediante o aceite de tais indicações, os participantes cedem o direito de uso de sua imagem e voz pelo prazo de 12 (doze) meses, bem como os direitos de expor, publicar, reproduzir e/ou armazenar, o que os participantes fazem de modo expresso e em caráter irrevogável e irretratável, desde já e de pleno direito, em caráter gratuito e sem qualquer remuneração, ônus ou encargo, podendo referidos direitos serem exercidos por meio de cartazes; filmes e/ou spots; jingles e/ou vinhetas; em qualquer tipo de mídia e/ou peças promocionais, inclusive em televisão, rádio, jornal, cartazes, faixas, outdoors, mala-direta e na internet para a ampla divulgação deste Regulamento e/ou de seu desenvolvimento posterior com exclusividade.

10.3 Ao participar deste PRÊMIO, os participantes declaram ser os únicos autores, titulares e/ou detentores dos direitos autorais patrimoniais das obras (artigos, fotografias, projetos etc.) inerentes à sua participação no PRÊMIO e, nesse ato, cedem à ORGANIZADORA todos os direitos patrimoniais de autor incidentes sobre as obras para uso, fruição, disposição e distribuição pela ORGANIZADORA (i) em qualquer evento que seja realizado pela ORGANIZADORA para fins de apresentação dos finalistas, (ii) em catálogos do PRÊMIO para distribuição pela ORGANIZADORA em eventos por ela promovidos, (iii) para publicação, edição, adaptação, transcrição e divulgação, via qualquer modalidade, meio e natureza, na revista SAÚDE, e (iv) para registro de arquivo dos participantes do PRÊMIO. A omissão de qualquer modalidade ou suporte de uso ou a indicação de qualquer forma de utilização das obras no campo de descrição acima e a indicação da Marca não implicarão limitação do direito de exploração das obras pela ORGANIZADORA.

10.4 As autorizações descritas acima não implicam qualquer obrigação de divulgação ou de pagamento de nenhuma quantia por parte da ORGANIZADORA.

10.5 Os casos omissos e/ou eventuais controvérsias oriundas deste PRÊMIO serão submetidos à Comissão Organizadora para avaliação, sendo suas decisões soberanas e irrecorríveis.

10.6 A simples participação neste PRÊMIO, seja por meio da indicação de finalistas, seja mediante o aceite dessas indicações, implica no conhecimento e total aceitação deste regulamento.

10.7 O participante cuja conduta implicar a manipulação dolosa da operação do PRÊMIO ou que violar os termos e condições impostos neste regulamento estará automaticamente desclassificado.

10.8 O participante cuja conduta ou histórico desabone ou contrarie a essência do PRÊMIO, bem como a política da ORGANIZADORA, será desclassificado. A desclassificação poderá ocorrer em qualquer etapa do PRÊMIO, a exclusivo critério da ORGANIZADORA.

10.9 Se por qualquer motivo, alheio à vontade e controle da ORGANIZADORA, não for possível conduzir este PRÊMIO conforme o planejado, poderá a ORGANIZADORA finalizá-lo antecipadamente mediante aviso aos participantes e ao público. Caso o PRÊMIO tenha seu término antecipado, a ORGANIZADORA deverá avisar ao público e aos participantes por meio dos mesmos meios utilizados para sua divulgação, explicando as razões que a levaram a tal decisão.

10.10 Dúvidas e informações sobre este PRÊMIO poderão ser esclarecidas por meio do e-mail premiosaude2017@gmail.com. Este PRÊMIO assim como seu Regulamento poderão ser alterados a critério da ORGANIZADORA mediante aviso no website www.premiosaude.com.br.

10.11 Fica desde já eleito o Foro da Comarca da Capital do Estado de domicílio da ORGANIZADORA para dirimir quaisquer questões oriundas deste PRÊMIO.

Conheça os vencedores

Categoria Saúde Bucal

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Rastreamento contra o câncer de boca

Fumo, álcool, infecções por HPV e exposição excessiva aos raios solares estão por trás de um dos mais graves problemas de saúde: tumores malignos na região da boca e da garganta. No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer, o Inca, surgem mais de 11 mil novos casos por ano em homens e mais de 4 mil em mulheres.Para tentar flagrar a doença o mais cedo possível – levando em conta também sua alta taxa de mortalidade –, o Hospital de Câncer de Barretos, no interior paulista, criou um consultório móvel que trafega por ruas, avenidas e estradas a fim de realizar exames na população da região. São convidados a participar do rastreamento homens e mulheres a partir dos 40 anos de idade, fumantes ou que tomem regularmente bebidas alcóolicas, dois dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do mal. Em 2014, a unidade móvel, munida com cadeira e equipamentos odontológicos, atendeu 1830 indivíduos, identificando sinais do câncer em 18 deles. No primeiro semestre de 2015, 1318 passaram pela análise de dentistas, biomédicos e médicos, e biópsias comprovaram o tumor em 15 pacientes. De quebra, o projeto ainda capacita equipes das Estratégias Saúde da Família nos municípios – compostas por agentes comunitários, dentistas, agentes de saúde bucal, enfermeiros e médicos – para que possam detectar alterações nos estágios iniciais, tornando mais promissoras as chances de vencer esse câncer.

Rastreamento de câncer de de boca utilizando unidade móvel odontológica e unidade fixa Hospital de Câncer de Barretos - Fundação Pio XII

Autores: Carlos Deyver de Souza Queiroz, Adhemar Longatto Filho, Edmundo Carvalho Mauad, Helio Massaiochi Tanimoto, André Lopes Carvalho e Raphael Luiz Haikel Junior

Instituição: Hospital de Câncer de Barretos - Fundação Pio XII

Categoria Saúde da Criança

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Otimizando o teste do pezinho para flagrar doença rara

Diagnosticar o mais cedo possível seis condições que comprometem o desenvolvimento do recém-nascido é uma conquista ofertada à população desde que o teste do pezinho passou a ser obrigatório no país. Um dos problemas detectados é a hiperplasia adrenal congênita (HAC), causada por mau funcionamento das glândulas suprarrenais, aquelas que ficam no topo dos rins. Essa desordem genética diminui a produção de dois hormônios importantes para o organismo: cortisol e aldosterona. Por outro lado, turbina a fabricação de testosterona, hormônio sexual masculino. O resultado é um desequilíbrio grave, que provoca desidratação, problemas mentais e pode levar à morte. Quando uma alteração que caracteriza essa doença é constatada na triagem neonatal, o bebê precisa passar por novos testes, porque são comuns os resultados falso-positivos. A questão é que a confirmação da HAC muitas vezes exige uma longa sequência de consultas e exames. Além dos custos envolvidos na investigação, imagine o impacto emocional na família desses pequenos até saber se, de fato, eles carregam o distúrbio. Equipes da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e da Apae de São Paulo se associaram para encontrar uma metodologia eficiente e inédita para resolver esse dilema o quanto antes. A partir de um levantamento nos dados do teste do pezinho feito em 473.983 recém-nascidos de São Paulo, os especialistas chegaram a um valor de referência que ajudará a diminuir a taxa de falso positivos, reduzindo acompanhamentos desnecessários – e a angústia dos pais. E mais: com o diagnóstico mais certeiro, os esforços dos profissionais de saúde se concentrarão no seguimento e tratamento de quem nasceu com a doença.

Avaliação da eficácia de diferentes testes confirmatórios na triagem neonatal da hiperplasia adrenal congênita por deficiência da 21-hidroxilase

Autores: Tania Aparecida Sartori Sanches Bachega, Daniel Fiordelisio de Carvalho, Giselle Yuri Hayashi, Mirela Costa de Miranda, Andresa De Santi Rodrigues, Larissa G. Gomes, Guiomar Madureira e Berenice B. de Mendonça

Instituições: Laboratório de Hormônios e Genética Molecular do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo

Categoria Saúde Mental e Emocional

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Minicérebros para estudar a esquizofrenia

Numa pesquisa inédita no mundo, um cientista da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino transformou células-tronco extraídas da pele em neurônios para estudar transtornos mentais. O nome dessa técnica revolucionária é reprogramação celular, e ela funciona como se fosse um código de software: a informação genética pode ser editada por meio de ferramentas de biologia molecular. As células-tronco reprogramadas, também conhecidas como células-tronco de pluripotência induzida, podem se transformar em todo tipo de tecido, preservando suas características genéticas. Assim, em laboratório, foi possível criar “minicérebros” e estudar vários fatores que podem interferir no desempenho da massa cinzenta – o que seria impraticável em pacientes vivos. No caso deste trabalho, foram isoladas células da pele de pessoas com esquizofrenia. Em cima desse material foram criados neurônios com a herança genética do distúrbio marcado por crises de alucinação e sensação de perseguição. Com isso foi possível descrever alterações celulares e moleculares que podem ajudar na identificação de medicamentos mais eficazes para o tratamento desse e de outros transtornos mentais.

Reprogramação celular aplicada ao estudo de transtornos mentais

Autor: Stevens Kastrup Rehen

Instituições: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), no Rio de Janeiro

Categoria Saúde e Prevenção

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Rastreamento do câncer de colo de útero em indígenas

A infecção pelo papiloma vírus humano, o HPV, é a principal causa desse tipo de tumor no Norte do Brasil. E as índias ianomami parecem ser ainda mais vulneráveis. Elas fazem parte de tribos que habitam os confins da Amazônia, em áreas só acessadas a bordo de pequenos aviões. O isolamento tornava mais difícil saber que tipos de HPV ameaçavam essas mulheres — são centenas de versões, capazes de causar de simples verrugas nas mãos ao câncer no útero. Para resolver a questão, especialistas da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas visitaram oito comunidades ianomami. Todas as mulheres foram chamadas a passar por exame ginecológico com coleta de amostras para a realização de testes genéticos de última geração para detecção do HPV. O convite foi aceito por 360 ianomamis (76% das moradoras). As avaliações revelaram uma situação pra lá de preocupante: a infecção por HPV entre elas chega a 45,9% – na população do país em geral o índice é de 14%. O levantamento apontou também que os tipos mais comuns do vírus por ali são justamente os mais perigosos e que não há nenhuma nova versão de HPV circulando nessas mulheres. Assim, a vacina disponível no país tem boas chances de elevar a imunização na população indígena. Vacina que, alias, já foi implementada assim que os dados foram analisados — a cobertura foi superior a 95% nas duas primeiras fases, em 2014.

Infecção por HPV e rastreamento do câncer de colo de útero em indígenas isoladas da Amazônia Brasileira

Autores: Allex Jardim da Fonseca e Luiz Carlos de Lima Ferreira

Instituição: Fundação de Medicina Tropical do Amazonas - Universidade do Estado do Amazonas

Categoria Saúde e Atividade Física

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Malhar o corpo para manter a cabeça em forma

Não é raro que o envelhecimento venha acompanhado de lapsos de memória, perda de autonomia e uma maior propensão a demências. É o tal do comprometimento cognitivo. Com o aumento da expectativa de vida, cresce a preocupação com estratégias capazes de prevenir a aposentadoria precoce dos neurônios. Uma delas é a atividade física, tema desse trabalho da Unesp de Rio Claro. Os especialistas botaram uma porção de voluntários — com e sem comprotimento cognitivo — para se mexer e notaram que os exercícios funcionam como uma espécie de guarda-costas da massa cinzenta. E isso mesmo quando os genes, digamos, não são muito favoráveis. Pois é, não tem idade nem desculpa pra parar de malhar.

Efeito de 10 anos de intervenção de atividade física em Unidades Básicas de Saúde na aptidão física de seus praticantes

Autores: Priscila Missaki Nakamura, Inaian Pignatti Teixeira, Camila Bosquiero Papini, Alberto Chiyoda, Eliete Luciano, Kelly Lynn Cordeira e Eduardo Kokubun

Instituição: Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho - Campus de Rio Claro (SP)

Categoria Saúde e Nutrição

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Hábitos saudáveis, meninas saudáveis: prevenindo a obesidade entre adolescentes

Workshops de nutrição, seminários interativos, miniaulas, sessões de atividade física nos intervalos de aula, mensagens por WhatsApp, cartas aos pais, diários de alimentação. Munidas desse arsenal de medidas, equipes da Faculdade de Saúde Pública e da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP desenvolveram um projeto inovador para avaliar e melhorar os hábitos alimentares de alunas de dez escolas públicas de São Paulo. Além do estado nutricional das garotas, o trabalho analisou a frequência e intensidade de exercícios físicos e o tempo que elas permaneciam na frente da TV, do computador, de olho na tela de cellular… Participaram do levantamento 253 adolescentes entre 14 e 18 anos. Dessas meninas, 142 passaram a receber informações sobre os benefícios de fazer mudanças no estilo de vida. As mensagens de texto enviadas para o celular das garotas se mostraram uma das estratégias mais eficientes. Elas recebiam, duas vezes por semana, palavras que as encorajavam a adotar uma alimentação mais equilibrada e a sair do sedentarismo. Durante a Copa do Mundo de 2014, por exemplo, os recados traziam dicas de petiscos saudáveis para comerem enquanto assistiam aos jogos. Ou então davam sugestões de coreografias para a música oficial do Mundial, uma forma de se divertir gastando energia. Ao fim de seis meses, a turma impactada pela programação já mostrava os ganhos: diminuição na circunferência da cintura, maior consumo de frutas, verduras e legumes, menos doces no dia a dia. Sem contar que conseguiram deixar um pouco de lado TV e computador para sair do sofá, calçar os tênis e se mexer. Um modelo simples e eficiente – que pode ser replicado nas escolas país afora – de prevenir a obesidade e suas consequências para a saúde.

“Hábitos Saudáveis, Meninas Saudáveis – Brasil”: prevenindo a obesidade entre adolescentes de escolas técnicas públicas do município de São Paulo

Autores: Ana Carolina Barco Leme, Sonia Tucunduva Philippi, Erika Toassa e Paulo Henrique Guerra

Instituição: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo

Categoria Instituição do Ano

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Associação de Pais e Amigos de Excepcionais - Apae de São Paulo

A expectativa de vida da pessoa com deficiência intelectual segue o padrão do restante da população mundial e vem aumentando nos últimos anos. Em algumas condições, como na síndrome de down, os sinais de envelhecimento aparecem precocemente, exigindo cuidados específicos, com foco na prevenção, promoção de saúde e manutenção das habilidades para que essas pessoas possam viver mais e melhor. Na Apae de São Paulo, um time de profissionais especializados em envelhecimento realiza oficinas terapêuticas, grupos de atenção à saúde, acompanhamentos individuais e orientação às famílias e cuidadores de pessoas com deficiência em processo de envelhecimento. Em um ano, foram mais de 100 participantes nas atividades, nas quais os especialistas mapeiam necessidades e aproveitam para disseminar o conhecimento e formar novos profissionais para trabalhar com uma população ainda mais suscetível às dificuldades impostas pelo passar dos anos.

Responsáveis: Valquiria Ribeiro Barbosa, Felipe Clemente Santos e Aracélia Lúcia Costa

Categoria Personalidade do Ano

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Miguel Srougi

O urologista e professor titular da Universidade de São Paulo não é só o homem com o maior número de cirurgias contra o câncer de próstata no currículo — são mais de 4 800. É um cidadão que guerreia, no consultório e na área pública, para construir um país com mais acesso e dignidade no campo da saúde. Fez a ponte entre o atendimento privado e o suporte aos mais desprivilegiados viabilizando, por exemplo, o financiamento das alas de Urologia do Hospital das Clínicas de São Paulo. Pesquisador e docente mais que respeitado, ainda trabalhou para que estudantes de medicina tenham oportunidades de aprender fora do país. Para ele, a medicina e a relação médico/paciente representam algo inebriante. “Quando tratamos ou curamos um doente, não ajudamos só uma pessoa. Estamos espalhando felicidade e esperança para a família e todo o entorno”, diz.

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